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Novos hábitos

Conciliar vida pessoal com a profissional é o maior desafio imposto pela pandemia

A pandemia causada pelo novo coronavírus nos impôs mudanças nas nossas rotinas, nas nossas vidas e na forma como nos relacionamos. Isso é o que mostra uma pesquisa feita pela ioasys, empresa especializada em transformação digital. A começar que entre os mais de 1.300 entrevistados de todo o país, de 13 a 81 anos, 70% acreditam que levará meses para a situação voltar ao normal, enquanto 8,7% disseram que nada voltará ao normal. Entre os entrevistados, o maior desafio é conciliar a vida pessoal com a profissional.

De uma hora para a outra, nós tivemos que adaptar as nossas vidas e em muitas cidades foi imposto o isolamento social. Para quem não estava habituado ao home office, a tarefa não foi fácil. Não são todos que têm espaço físico e equipamentos para isso. Tanto que pela pesquisa, 42% disseram que a sua produtividade diminui nesse período. Do total de entrevistados, 72% estão trabalhando em casa, percentual que antes da pandemia era de 9,1%.

Os entrevistados também revelaram o seu nível de estresse emocional, 68% disseram que ele está maior durante a quarentena. E de maneira geral, o maior desafio para os participantes da pesquisa é conciliar o trabalho com as tarefas domésticas, como lavar roupa, louça e cozinhar. Tarefas que eles gastam, em média, 3 horas diárias. Também aumentou a procura por cursos e aulas online, por parte de quase 13% dos entrevistados.

Na nova rotina imposta pela pandemia, há quem diga que viveremos o “novo normal”, particularmente, eu não compartilho dessa visão. Muitos de nós já mudamos hábitos de consumo, a forma como trabalhamos e nos relacionamos, e para muitas empresa o home office é um caminho sem volta. Pode ser que leve um tempo para de fato nos adaptarmos, não para o “novo normal”, mas para uma nova realidade.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.