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Uma iniciativa nobre

Carreta itinerante para coleta de sangue rodou a Grande São Paulo

No Brasil, apenas 1,6% da população doa sangue regularmente, quando o ideal seria 5%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em tempos de pandemia, a situação se agravou ainda mais. Mas uma iniciativa nobre foi realizada na Grande São Paulo. Na segunda quinzena de julho, uma carreta itinerante para a coleta de sangue esteve em quatro bairros de São Paulo e em Arujá. A iniciativa foi patrocinada pela Roche, com o apoio do SAS Brasil e da rede DIA de supermercados.

A fim de evitar aglomerações, as doações foram agendadas por WhatsApp.
Também para garantir a segurança dos doadores, o cadastro foi realizado na parte externa da carreta, em salas separadas e com uma pessoa por vez, para permitir a realização de triagem e identificar possíveis infectados por Covid-19. As cadeiras para coleta ficaram a 1,5 metro de distância entre elas e sem circulação cruzada, com entrada e saída independentes, evitando ao máximo contato físico. E claro, todos os funcionários e doadores usaram máscaras.

Para que todas as coletas ocorressem dentro do padrão de qualidade e segurança exigidos, o Hemocentro São Lucas foi o responsável pela coordenação técnica da ação. Ao todo, foram 1.177 cadastros, sendo que 1.040 pessoas efetivamente doaram sangue. Independentemente dessa ação, muitos precisam de doação de sangue, os estoques em todos o país estão bem baixos e este gesto nobre pode salvar muitas vidas.

Vale lembrar que para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam estar acompanhados do responsável). Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos. Outro requisito é pesar no mínimo 55 quilos, no caso das mulheres, e acima de 50 quilos para os homens.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.