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O ensino não será mais o mesmo

Os formatos digitais chegaram para ficar, no Brasil e em outros países

A pandemia impôs tantas mudanças nas nossas vidas e algumas delas vieram para ficar, como é o caso do home office para muitas empresas e dos formatos de educação digital. Para identificar quais são as principais delas, a Pearson, empresa líder mundial em Educação, realizou uma pesquisa denominada Global Learner Survey. Ao todo, participaram do levantamento sete mil pessoas, com idades entre 16 e 70 anos, em sete países: Austrália, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, Índia e Reino Unido.

No Brasil, 90% dos participantes afirmaram que precisarão assumir maior responsabilidade sobre o que aprendem para suas carreiras. Recursos online de aprendizagem, desenvolvimento de habilidades socioemocionais e preocupação com letramento digital, despontam como tendências globais no que diz respeito à preparação para um novo mundo do trabalho.

Para 84%, a educação formal no Brasil é avaliada como um importante impulso para o sucesso na vida. Por outro lado, em um menor percentual, 60% disseram que para isso é preciso ter ensino superior, enquanto 68% atribuíram ao ensino profissionalizante o meio para terem um emprego melhor do que com o diploma universitário. Ao todo, 67% dos brasileiros acreditam que as instituições de ensino superior não estão em sintonia com os estudantes.

De maneira geral, o estudo mostrou que quase 80% das pessoas acreditam que os ensinos fundamental, médio e superior irão mudar por causa da pandemia e para quase 90%, a aprendizagem online fará parte desses três níveis educacionais. No Brasil, a preocupação é que a pandemia aumente a desigualdade entre os estudantes do ensino básico, uma vez que nem todos têm acesso à tecnologia necessária para aprender nessa modalidade.

Nesse quesito, 89% dos brasileiros veem um aumento na distância entre as crianças que têm acesso à tecnologia e as que não têm, e 92% acreditam ser importante que as escolas façam mais para combater a desigualdade econômica e digital entre os alunos. Um longo caminho que teremos, para que todas as etapas de ensino no Brasil estejam adaptadas a essa nova realidade.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.