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Os jovens agora querem carros

Um tendência que se reverteu influenciada pela pandemia

Até há pouco tempo, ou melhor, até antes da pandemia, o desejo dos jovens em terem o próprio carro deixou de ser uma realidade. No mundo da economia compartilhada, para eles era um desperdício e um custo desnecessário, já que os motoristas de aplicativos vieram para ficar. Porém, veio a pandemia e junto a ela o receio do uso do transporte coletivo, o que mudou a cabeço dos jovens de vários países do mundo, e isso é comprovado em uma pesquisa feita pelo instituto Capgemini.

Ao todo, participaram 11 mil pessoas de onze países, dos quais 35% disseram que pretendem comprar um carro neste ano. O maior índice foi visto na China, 61% dos jovens entrevistados manifestaram essa intenção, seguida pela Índia, com 57% das respostas e pala Itália, com 43%. Um dado interessante é que entre os jovens na faixa de 18 e 24 anos, 85% pretendem comprar um carro pela primeira vez, entre os que têm 25 e 35 anos, o índice é de 79%.

A pesquisa não contemplou o Brasil, mas pode refletir uma realidade que chegará por aqui. O que há de mais recente sobre o tema é um levantamento da Anfavea em parceria com a Webmotors. Por ele, verificou-se que 89% dos consumidores que tinham interesse em comprar um veículo zero neste ano mantiveram essa decisão. A amostra teve a participação de 1,6 mil pessoas e apesar dela contemplar principalmente um público na faixa de 36 e 45 anos, os mais jovens também participaram.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.