O clube Paulistano
[Crônica de 28 de abril de 2004]
O clube Paulistano foi fundado em 1900. Eu sei por que está escrito no brasão do clube, pintado no muro. O clube Paulistano é um clube enorme que ficou maior ainda nos últimos anos.
Eu sou da época que construíram a piscina perto da sede social. A gente nadava numa piscina de 25 metros em cima de onde hoje é o estacionamento e que cedeu o espaço para quadras de tênis.
Ficava bem no fundo do clube, depois do campo de futebol e das pistas de atletismo. O professor era um japonês chamado Ygai e eu ainda tenho as fotos tiradas na época, andando, ele no meio e um primo do outro lado. Durante anos nós nadamos na piscina do Paulistano, depois crescemos e meu pai disse para escolher entre o Paulistano e o Harmonia e minhas irmãs e eu escolhemos o Harmonia.
Isso não quer dizer que eu tenha perdido contato com o Paulistano. Não perdi e continuo amigo de dezenas de sócios que continuam frequentando o clube. Além disso, passo em frente dele nos mais diferentes roteiros, começando por ir até a casa do poeta Paulo Bomfim que até hoje nada regularmente na piscina do Paulistano.
O Paulistano é uma cidade impressionante. Não tenho certeza quantos mil sócios o clube tem, mas sei que é gente que não acaba mais. E que deve ficar apertada nos dias de verão, mesmo o clube ocupando todo um imenso quarteirão no final da rua Augusta, esquina com rua Estados Unidos.
Quando eu frequentava o Paulistano, a melhor coisa que o clube tinha era o queijo quente na França, que comíamos após a aula de natação. Não sei se ainda tem, mas, se tem, é mais um motivo para continuar sendo um grande clube.
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