ABEPOLAR 40
[Crônica de 5 de junho de 2006]
Na terça feira passada a ABEPOLAR completou 40 anos de existência, ou melhor, de vida, porque uma associação como ela não existe, ela vive para o planeta existir.
ABEPOLAR é a sigla de Associação Brasileira de Ecologia e de Prevenção a Poluição das Águas e do Ar. É uma das organizações mais antigas na vida ecológica nacional e ao longo de seus 40 anos prestou serviços importantes à causa da preservação do meio ambiente brasileiro.
E o que é melhor, se depender de seu presidente, o meu querido amigo Lobato, que meu pai chamava de Lobatinho, o aniversário da semana passada foi só o primeiro de uma longa série de outros 40 anos, sempre dedicados ao Brasil.
Dedicados a preservar a grande riqueza nacional, o meio ambiente imenso, pouco conhecido, e que, como disse o professor Paulo Nogueira Neto, na noite da festa: desde os anos 1960 já estava ameaçado, por ações irresponsáveis, que ninguém avaliava, mas com consequências dramáticas para o ar que se respirava em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A festa da ABEPOLAR foi boa para dar uma noção do panorama da luta pela vida. Com o exterior se misturando ao Brasil nas mensagens enviadas pelos presidentes, alguns vencedores do Prêmio Nobel, de grandes organizações internacionais das quais a ABEPOLAR é fundadora e sócia.
Mas ela foi além. Congregou gente viva, com cara e consistência, todos comprometidos, direta ou indiretamente, com a luta por um meio ambiente melhor, e, portanto, com um futuro melhor para os herdeiros da terra. Um futuro menos duro, para nossos filhos e netos. E para os bilhões de pessoas que em alguns anos precisarão de água e ar limpo.
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