Holocausto
[Crônica de 17 de julho de 2009]
Na longa história do homem sobre a terra sempre aconteceram massacres, matanças e barbaridades de todos os tipos, feitas pelo ser humano contra seu próprio semelhante.
Sem dó nem piedade, o banho de sangue é parte constante da jornada, desde o início, até os dias de hoje.
Só para refrescar a memória, Alexandre o Grande num único dia crucificou mais de 3.000 inimigos vencidos. Os romanos massacraram os judeus e destruíram seu templo. Os cruzados não hesitaram em matar milhares de cristãos em sua jornada rumo a Terra Santa. A inquisição dá para a Igreja católica lugar de destaque entre os grandes matadores de humanos. A revolução francesa cortou mais cabeças do que concebe nossa vã filosofia. Os conquistadores espanhóis mataram centenas de milhares de ameríndios. A primeira guerra mundial matou milhões de pessoas. A revolução russa matou muito mais, com Stalin sendo o responsável pela morte de mais de 20 milhões de russos. O Kmer Vermelho trucidou alguns milhões de cambojianos.
Mas nada se iguala ao massacre deliberadamente planejado e executado com precisão cirúrgica pelos nazistas, na primeira metade do século 20. O chamado holocausto deixou mais de 6 milhões de judeus mortos em campos de concentração brutais e de uma eficiência raramente vista na história das carnificinas humanas. Além deles, foram assassinados, ciganos, opositores do regime e homossexuais.
Negar o holocausto ou endeusar os nazistas é ir contra todo o bom-senso, toda a evidência fartamente documentada em fotos e filmes pelas tropas aliadas. É negar o óbvio e fazer apologia da estupidez, da sandice e da barbárie. É se diminuir como ser humano.
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