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Vai complicar

A guerra no Oriente Médio tem potencial para complicar a vida do mundo e o Brasil não é exceção. A coisa já está complicada e pode ficar pior, se o petróleo seguir custando caro nos mercados internacionais.

Não tem o que fazer e aqui a situação é mais delicada ainda. É ano eleitoral, Lula está enfiado na reeleição até o último fio de cabelo, e o petróleo caro significa inflação mais alta. É ruim para ele.

A Petrobrás já está segurando uma defasagem alta em relação ao mercado internacional. Forçar mais a barra pode ser um risco muito sério, mas não há nada que indique que não possa acontecer.

Aí é ter fé no bom comportamento do Banco Central, só que esse bom comportamento significa não cortar muito e depois até aumentar os juros, com tudo de desastroso que a medida contém.

Os mais velhos vão se lembrar da crise internacional do petróleo na década de 1970. O mudo pagou um preço absurdo, mas não teve jeito, o movimento foi longo e gerou uma enorme recessão.

Na época o Brasil começava a navegar no drama da dívida externa e o choque petróleo não ajudou em nada, ao contrário complicou a conta externa, e dentro do país tivemos medidas como o fechamento dos postos de gasolina nos finais de semana.

A realidade hoje é completamente diferente. O Brasil tem reservas em moeda forte suficientes para suas contas e o país não tem mais a dependência que tinha do petróleo importado. Somos um grande produtor de petróleo, mas em função de suas características, importamos grande quantidade de óleo diesel.

Mais que nunca é hora de acender vela para o santo, fazer trabalho, não comer carne nas sextas-feiras e todas as outras mandingas que espantam o mal. Se não tivermos juízo, a vaca vai pro brejo.

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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2017/2020), atual Irmão Mesário da Irmandade, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.