Casar ou não casar, eis a questão
Tem quem vai dizer que casar é bom que nem um copo de limonada gelada num dia de muito calor. Tem quem vai dizer que não é bem assim, que casar é que nem comer um prato de nhoque com quiabo, o que vai abrir um campo infinito para discussões de todas as naturezas, começando pelo fato de alguns gostarem de nhoque, mas não gostarem de quiabo, e vice-versa.
Há também os que verão um quadro psicossomático, interagindo com uma crise de asma originada pela Covid19. E os que dirão que não é nada disso, que ninguém come nhoque com quiabo, o que não é uma verdade absoluta, nem nada perto disso, afinal tem gente que come coisa mais estranhas, como lesmas, gosmas e caldos absolutamente incomíveis.
Casar ou não casar, eis a questão. Meu cavalo por um reino, depois disso negociamos o casamento com alguém da casa real vizinha.
Mas casar não é simplesmente juntar os trapos e morar juntos. Tem contrato, papel assinado, lançamento em cartório, consequência jurídicas e de saúde as mais contraditórias e muitas vezes dramáticas.
Édipo matou o pai e se casou com a mãe. Medea matou os filhos. Clitemnestra matou o marido. A filha de Édipo foi enterrada viva porque enterrou o irmão. Calígula vivia com a irmã e cavalgava um senador.
De tudo isso uma única coisa fica absolutamente clara: viver é muito complicado. Não tem certo, nem errado. Cada um que busque sua felicidade, respeitando a linha de seu limite, o começo da felicidade do outro.
Tudo nessa vida tem começo, meio e fim. Começando por você. Ninguém é eterno. Graças a Deus, eu não sou eterno. Imagine ficar por aqui séculos a fora, vivendo em outro tempo que não é o seu, convivendo com gente que não é a sua. Sem entender metade do que se passa a sua volta e com vontade de parar o mundo, descer e encostar num barranco.
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