Pressione enter para ver os resultados ou esc para cancelar.

O Manifesto Comunista

 

Você já leu o Manifesto Comunista de Marx e Engels? Provavelmente não, mas, se leu, você entendeu o que os dois pretendiam que o mundo fizesse?

Se você não leu ou não entendeu, não se preocupe, você está inserido na média da humanidade, incluídos mitológicos salvadores da pátria latino-americanos, que condenam o continente a não sair da miséria, enquanto eles ficam cada vez mais ricos. Normalmente roubando a pátria amada, que eles queriam que fosse dos trabalhadores, desde que a grana continuasse a ser deles.

Pois é, mas por que a pergunta? Veja o absurdo: você sabe que livro um professor de história do segundo ano do ensino médio do curso noturno de uma escola pública pediu que os alunos lessem?

Leia também: Só é levado a sério aqui

Não, não foi o almanaque do Tio Patinhas, nem a História do Mundo para Crianças, de Monteiro Lobato.

Também não foi o Mundo e sua História, da Livraria Hachette. Nem The Wisdom of the West, de Arnold Toynbee.

Importante dizer que o dito professor nunca antes havia pedido que os alunos lessem qualquer livro de história. E não consta que houvesse ensinado o que quer que fosse sobre as revoluções industriais britânicas, fosse a do século 18, fosse a do século 19.

Mas ele quer que seus alunos leiam o Manifesto Comunista, que, diga-se de passagem, não é um livro de história.

Leia também: Uma escola para encantar o mundo

Se ele mandasse ler O Capital, ainda poderia ter algum sentido, mas o Manifesto Comunista é, no mínimo, um absurdo.

Nada que vá além do aparelhamento da escola. Nada que vá além da falta de bom senso que tomou conta do ensino brasileiro, onde a estupidez substituiu qualquer possibilidade de aprendizado minimamente lógico. O que nos coloca entre os últimos países do mundo no quesito educação.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.