Pressione enter para ver os resultados ou esc para cancelar.

Viver é muito complicado

Viver é muito complicado. O simples fato de se estar vivo já é uma luta constante, contra tudo e contra todos, para com ajuda de Deus, passarmos por essa terra com o mínimo de sofrimento e dor.

É verdade que sem os momentos duros não teríamos condições de avaliar e reconhecer a felicidade, nem os instantes mágicos, nos quais a vida se transforma em poesia e estar vivo tem gosto de festa.

Também é verdade que a vida é a estrada do amor e que o amor, sendo bem vivido, paga o preço da dor e do sofrimento.

Eu te amo como você me ama. O que pode ser mais belo que isso? Então, para que querer mais? Por que não aceitar a vida como a vida vem, com seus limites – sua generosidade, ou sua mesquinhez, mas sendo vida e aceitando o espaço para ser vivida intensamente, como os sentimentos bons permitem que seja.

Por que estragar a festa que pode ser maravilhosa? Por que atrapalhar o sonho que pode se transformar em realidade? Por que quere mais do o destino nos reserva?

Viver é aceitar o destino, mas é também tentar fazer cada dia melhor que o anterior, cada instante mais intenso que o que veio antes. Cada gesto como se fossemos Deus criando o universo.

Tanto faz se poderia ter mais. Não tem? Então, aceitemos o que Deus dá, como a dádiva da chuva molhando a terra seca depois de uma longa estiagem. Sejamos a gota que cai e entra no chão e ressuscita a semente, e traz de volta a vida, a cor e o sonho que faz o mundo mais belo e a felicidade mais próxima. Ser feliz é viver os momentos felizes e guarda-los dentro de nós, para nas noites frias do inverno, termos calor para dividir com que nós amamos.

 

Siga nosso podcast para receber minhas crônicas diariamente. Disponível nas principais plataformas: SpotifyGoogle Podcast e outras.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.