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Geleia pra falar com os anjos

Minha prima Maiá tem uma amiga que faz geleias. Tudo bem, eu sei tem muita gente que faz geleias, então só isso não seria motivo para escrever uma crônica. Mas não é por aí. Tem motivo, sim, e a crônica vai justamente tentar explicá-los.

Geleia que é geleia é muito bom. Você pode preferir este ou aquele sabor, morango, frutas vermelhas, maracujá, ameixa, jabuticaba, laranja, tanto faz, geleia boa é muito bom. E pode ser industrial ou artesanal, nacional ou importada. Se a geleia for boa, vale a pena ser comida.

Basicamente, eu gosto de geleia com pão e queijo, no café da manhã, mas tem quem goste de outro jeito, em outras horas. Cada um sabe de si e a felicidade é coisa muito pessoal.

Voltando à amiga da Maiá, ela faz geleias naturais, sem adição de aditivos, pelo que entendi, inclusive, açúcar. E suas geleias são uma delícia. Como eu sei? Porque ganhei um pote de geleia delicioso, mesmo sem ter certeza se eu merecia o presente.

A história é mais ou menos complexa. A amiga da Maiá precisa de potes de vidro para envasar suas geleias e a Maiá guarda os vidros dos produtos que ela consome para entregar para sua amiga envazar as geleias.

A Maiá mora num canto da cidade e sua amiga mora do outro lado, então é difícil para a Maiá entregar os vidros para sua amiga.

Acontece que minha filha mora perto da Maiá e eu moro perto da amiga que fabrica as geleias. Então, a Maiá teve a ideia de deixar os vidros na casa da minha filha para que, quando ela viesse na minha casa, trouxesse os vidros para eu entregar para a amiga da Maiá.

E foi o que foi feito, com uma perna a menos na ação. Minha filha deixou os vidros diretamente na casa da amiga da Maiá. E quem saiu ganhando fui eu. A geleia que ela me deu de presente é uma delícia!

 

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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2017/2020), atual Irmão Mesário da Irmandade, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.