As canetas não são mais o que já foram
Teve época que o ser humano escrevia com um cinzel na pedra. Depois, se sofisticou e passou a usar táboas de barro, e caminhou para o papiro e finalmente o papel. Mas quem acha que acabou está profundamente enganado.
A coisa está mudando de forma, hoje não se escreve mais, se grava mensagem no celular, é por aí que o mundo avança. Tem o que fazer? Difícil mudar o ritmo da vida e nesse momento o ritmo é esse, então é entregar a alma Deus e tocar em frente, com o celular ligado.
Ninguém mais escreve cartas, e poucos se lembram do que eram os telegramas. Ruim para a memória dos povos. A história se perde nas mensagens deletadas. Antes, as cartas e telegramas arquivados contavam histórias de pessoas e a soma dessas histórias fazia a história maior que é a histórias das civilizações. Hoje, isso está acabando.
Como além de não escrever cartas, as pessoas não leem mais, a cada dia que passa some um pedaço da memória coletiva, composta pelas memórias individuais.
Teve um tempo em que as penas de aves exóticas eram o grande diferencial. Depois criaram as penas metálicas que melhoraram muito a qualidade da escrita. E surgiram as primeiras canetas tinteiro e na sequência as esferográficas, que custam barato e democratizaram a escrita.
É capaz de muitos jovens não terem noção do que é uma caneta tinteiro. Aliás, visitando o Museu de São José do Rio Pardo, descobri que telefones de manivela e disco, máquinas fotográficas de filme, filmadoras super 8, máquinas de escrever, fax, telex e outras modernidades de ontem, hoje, são objetos misteriosos, que muita gente não tem ideia para o que serviam. O progresso é terrível, e o que vem pela frente, com a inteligência artificial, mais terrível ainda. Quem viver, verá.