Quem perdeu a eleição
O primeiro turno acabou. A corrida agora é para o segundo, que acontece logo, sem dar tempo para pensar muito. É agir e agir porque não tem outra coisa para se fazer. Nenhum candidato discutiu o Brasil, nenhum candidato apresentou propostas para os problemas sérios que atingem o país, nenhum levou em conta ao menos a emergência climática que está aí, comendo solta, destruindo e matando.
É bom dar um tempo antes de escrever ou comentar. O primeiro momento é de sangue nos olhos, o segundo é de reflexão. Estamos nele e o que fica claro é que o país segue numa maré de falta de sorte.
Poucas vezes na nossa história tivemos opções tão ruins como as desta eleição. Por outro lado, mais uma vez, o eleitor mostrou que não é bobo, que não adianta duas senhoras desembarcarem em São Paulo, dizendo que são as candidatas do Lula para levarem as vagas do senado. Não só não levaram, como tiveram derrotas acachapantes.
Aliás, São Paulo foi terra arrasada para o PT. Aqui a direita fez presidente, governador, senadores e uma bela bancada na Câmara de Deputados.
Ainda tem o segundo turno. E a eleição está aberta. Para presidente e para governador em vários Estados. O ritmo já é menos intenso porque em muitos lugares o jogo está liquidado, mas ainda tem espaço para muita água passar debaixo da ponte.
Qual será o resultado do segundo turno só as urnas dirão, mas uma coisa é certa: o grande derrotado desta eleição foi o Supremo Tribunal Federal. E a derrota terá consequências no curto, no médio e no longo prazo.
Um dia o jogo vira. Virou. Aconteça o que acontecer nas eleições, o senado mudou e a porta se abriu. No começo do ano o jogo será outro.