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É dia de índio

E São Paulo tem a segunda maior população indígena do Brasil

Como dizia Baby Consuelo na música, “Todo dia era dia de índio”, agora eles só tem um dia. O dia dezenove de abril, por todo o país ao longo dos anos, a população indígena reduziu drasticamente. Curiosamente, São Paulo é o segundo município do Brasil com o maior número de índios, atrás de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas. Por aqui, há tribos bem definidas que podem ser encontradas em Parelheiros e no Pico do Jaraguá.

Há um bom tempo, a floresta amazônica deixou de ser o abrigo de milhares de indígenas que migraram para os centros urbanos. E eu não imaginava que por município, São Paulo concentra a segunda maior população de índios do país, são 12.977 indígenas que vivem por aqui, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E na cidade podem ser encontradas duas grandes tribos. Uma em Parelheiros, a aldeia Guarani Tenondê Porã, onde moram sete famílias e cerca de 1,5 mil pessoas que praticam basicamente a agricultura de subsistência e que tem como renda principalmente o artesanato indígena, uma tradição cultural destes povos.

Em maior número e também da etnia guarani, 140 famílias vivem na aldeia Teoka Pyal, no Pico do Jaraguá. A principal fonte de renda delas também é o artesanato. Por lá, as casas são de chapas de madeira e o chão é de barro, e a área destinada aos guaranis equivale a dois campos de futebol.

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Apesar de ser o povo mais antigo do país, muitos índios ainda vivem à margem da sociedade e em condições extremamente precárias. E a sua população vem diminuindo. O próprio censo do IBGE mostra que ela corresponde a apenas 0,47% do total, são cerca de 897 mil índios que vivem no Brasil, a maioria em áreas rurais, onde pratica a agricultura de subsistência.

Como melhorar a situação deles?. Compartilhe:

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.