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Qual será o destino dos bares e restaurantes?

Mudanças que vieram e que estão por vir

O título de capital da gastronomia cabe direitinho para a cidade de São Paulo, que abriga uma diversidade de restaurantes das mais variadas etnias. Por aqui, podemos encontrar de tudo, desde os mais simples que não deixam de servir um PF de qualidade com gosto de comida caseira, até os mais sofisticados. Comer fora fazia parte da rotina da maioria da população, principalmente no horário do almoço. Com a pandemia isso mudou radicalmente e o setor de bares e restaurantes ainda passará por mais mudanças.

Sem duvida nenhuma, um dos setores que está sendo mais prejudicado pela pandemia é o de bares e restaurantes. Com as portas fechadas, muitos optaram pelo delivery, o que não será o suficiente para manterem o faturamento. Pelas contas da Abrasel, entidade que representa o setor, esse serviço, quando bem-sucedido, não chega a 15% do total. E pelo home office imposto, muitos mudaram os seus hábitos e passaram a cozinhar em casa.

Antes disso, esse setor atendia cerca de 80 milhões de consumidores mensalmente no Brasil, e os número não são animadores, a Abrasel prevê que em todo o país, um em cada cinco bares e restaurantes não reabrirá as suas portas e que pode haver um corte de cerca de 3 milhões de empregos, o que representa a metade dos postos de trabalhos gerados por esse setor. Os que conseguirem superar essa crise terão que se reinventar. A começar que provavelmente as pessoas ficarão receosas de irem a lugares fechados.

Levará um tempo para esse medo passar e é provável que os bares e restaurantes redesenhem seus espaços para reduzir a aglomeração. Ainda não sabemos o que realmente acontecerá, mas creio que assim como eu, muitos estão sentindo falta de poderem ir ao seu restaurante preferido ou de simplesmente comer um pão na chapa na padaria domingo de manhã.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.