Pressione enter para ver os resultados ou esc para cancelar.

As perdas para os bares e restaurantes

Mesmo com a reabertura, os impactos já são mensuráveis no Estado de São Paulo

Até o final deste ano, os bares e restaurantes do Estado de São Paulo sofrerão uma perda estimada de R$ 30 bilhões, segundo a Pesquisa IPC Maps. Mesmo com a reabertura, o estudo prevê uma queda de receitas desses estabelecimento de 44,7% na capital e de 41,9% no Estado de São Paulo, quando comparado ao ano de 2019. O estudo também mostrou que o consumo das famílias brasileiras ficará comprometido ao longo desse ano.

A crise provocada pelo coronavírus pegou todo mundo. Bares e restaurantes tiveram que se adaptar, alguns fecharam as suas portas e outros optaram pelo delivery para se manterem. Porém, pelas contas da Abrasel, entidade que representa esse setor, mesmo quando muito bem-sucedido, o delivery não chega a representar uma fatia de 15% no faturamento dessas empresas.

Se antes da pandemia 34% dos brasileiros gastavam com alimentação fora do lar, esse percentual caiu bastante com a adoção do home office por parte de muitas empresas, uma forma de trabalho que tende a crescer no país após a pandemia. Além disso, por um tempo, muitos de nós ainda teremos receio de frequentar bares e restaurantes, mesmo que sejam adotadas todas as medidas de segurança e de restrição.

Em números, a Pesquisa IPC Maps mostra que os paulistanos irão consumir cerca de R$ 12,2 bilhões em bares e restaurante, em 2019 esse montante foi de R$ 22,1 bilhões. No Estado paulista, a projeção é que esse valor caia de R$ 78,1 bilhões em 2019, para R$ 45,4 bilhões neste ano. E de maneira geral, o consumo dos brasileiros terá uma retração nesse ano, somando R$ 4,465 trilhões na economia, um crescimento negativo de 5,39% em relação a 2019.

O que você acha que acontecerá com os bares e restaurantes? Compartilhe:

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.