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A difícil tarefa de conciliação

Nem todos conseguiram se adaptar ao home office e para muitas empresas esse é um caminho sem volta

Se antes da pandemia o sonho de muitos era trabalhar em casa, para alguns isso se tornou um pesadelo. Segundo pesquisa feita pelo Centro de Inovação FGV-SP, 56% das pessoas entrevistadas disseram ter muita dificuldade ou dificuldade moderada em equilibrar as atividades profissionais com as pessoais. Entre os entrevistados com menos de 25 anos esse percentual se revelou ainda maior: 82,6%.

Adaptar-se à essa nova rotina nem sempre é tão fácil, a mesma pesquisa da FGV-SP mostrou que alguns dos entrevistados relataram que se esquecem de almoçar e que acabam trabalhando até mais tarde sem perceberem. E a rotina se intensifica mais ainda para quem tem crianças e estão tendo aulas online. Com tudo isso, muitos disseram que não estão tendo horas de lazer, a vida pessoal e a profissional se misturou.

E já que muitas empresas brasileiras decidiram adotar o home office permanentemente, pelo menos 30% delas nas contas do coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da FGV, André Miceli, essa nova realidade requer muita disciplina e organização pessoal. É claro quem nem sempre as pessoas têm uma estrutura física em casa adequada para o trabalho, para muitos, falta até uma internet eficiente.

Se para as empresas se comprovou que o home office é produtivo, ele também tem que ser benéfico para os seus funcionários e colaboradores. A exemplo do que eu disse anteriormente, uma estrutura física adequada faz toda a diferença para a saúde deles, como uma estação definida de trabalho com uma cadeira confortável. Nada é pior do que ter que trabalhar e conseguir se concentrar em um local inadequado.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.