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A carência de mão de obra qualificada

De um lado, a taxa de desemprego é recorde, do outro, setores enfrentam dificuldades em contratar

Em setembro, a taxa de desemprego foi recorde no país, chegando a 14%, somando 13,5 milhões de desempregados. Enquanto isso, alguns setores da economia enfrentam dificuldades para encontrar mão de obra, como é o caso das empresas de transporte rodoviário de cargas de São Paulo e região, e do setor industrial que carece de profissionais qualificados. Não é de hoje que a baixa qualificação profissional tem comprometido o desenvolvimento do Brasil.

E os dados surpreendem, nada mais nada menos do que 81% das empresas de transporte rodoviário de cargas de São Paulo e região enfrentam uma crítica falta de motoristas no mercado de trabalho. Dessas, 34% tiveram uma grande rotatividade de profissionais. O estudo do Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC) mostra, ainda, que em 38% das empresas os veículos ficam estacionados por não haver profissionais capacitados para dirigi-los.

No setor industrial o problema se repete. A maior carência de profissionais qualificados, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), está no de Biocombustíveis, que lidera com 70% entre as empresas com maior dificuldade para contratação. Na sequência, encontra-se o de Móveis com 64% e em 3º lugar estão o do Vestuário e o da Borracha, empatados com 62%.

Em meio a uma crise provocada pelo novo coronavírus, em que muitos especialistas apontavam para uma queda generalizada da economia, o que temos visto é muitos setores em um processo de recuperação em V, como o da indústria de autopeças e o da construção civil, o que significa uma retomada da atividade econômica ou até superando o nível imediatamente pré-queda. Ao que tudo indica, a falta de mão de obra qualificada será agravada.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.