A quantidade de placas de trânsito
[Crônica de 28 de maio de 2009]
Um dos serviços prestados pela operação Cidade Limpa foi expor a quantidade de placas de trânsito que poluem a cidade.
Ninguém discute que placas de trânsito, numa cidade com o trânsito alucinado de São Paulo são importantes e necessárias.
A pergunta que não quer calar é outra: será que a cidade precisa de tantas placas como as que estão espalhadas por suas ruas, em todas as direções?
Por exemplo, quem sabe me dizer quantas placas de todos os tipos estão instaladas apenas na Avenida Sumaré? Para dar uma ordem de grandeza, outro dia, vindo para a Rádio, só na esquina da Sumaré com a Rua Homem de Melo, contei seis placas, sem considerar as placas com o nome das ruas. Se estas entrarem na conta, só esta esquina tem mais de 11 placas.
É placa demais para esquina de menos.
Por outro lado, tocando em frente no rumo da Marginal, chegando próximo do viaduto Antártica e da Passarela Arrancada Heróica, 1942, existem mais seis ou sete placas, numa área bastante pequena.
De novo, será que precisamos tantas placas? Não seria possível a racionalização do uso da ferramenta, com ganhos evidentes para os cofres públicos e para os motoristas?
Eu não sei quem faz as placas, e muito menos quem as encomenda. Para não dizerem que estou mais uma vez perseguindo a CET, me abstive de ter esta informação até esta crônica ir ao ar.
De qualquer forma, confesso que eu gostaria de dar uma mordidinha neste negócio. Pelo número de placas instaladas nas ruas, para dizer o mínimo, a atividade deve ser altamente rentável.