Meninos eu vi

[Crônica de 19 de agosto de 2008] Um dos grandes poemas brasileiros tem como mote o célebre “Meninos eu vi”. Pois eu quero dizer que sou tão abençoado como o narrador da poesia. Meninos, eu também vi. E vi com estes olhos que a terra há de comer, ao vivo…

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O ipê do cemitério

[Crônica de 8 de agosto de 2005] Poucas árvores são mais bonitas do que um ipê roxo florido. Se durante a maior parte do ano ela é em média uma arvorezinha de galhos finos, quando chega a época da florada, se reveste de glória, no luxo dos cachos deslumbrantes, enfeitando…

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Um número inimaginável

[Crônica de 19 de março de 2008] Você consegue trabalhar com ordens de grandeza na casa dos 6 milhões de unidades? Confesso que para mim é difícil imaginar o que é isso. Conseguir quantificar e colocar em linha um atrás do outro, até completar o número inteiro. Suponde que um…

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O começo do começo

[Crônica de 5 de maio de 2005] São Paulo nunca foi oficialmente fundada em 25 de janeiro de 1554. Se houve uma única fundação, esta deveria ser no ano de 1560, quando a vila de Santo André da Borda do Campo se muda, por ordem do governador geral, para os…

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A capela do Morumbi

[Crônica de 1 de março de 2000] Quem vai pela avenida Giovanni Gronchi, do Palácio para a Marginal, vê, à sua esquerda, um pouco antes de chegar na casa da Fazenda, uma capela em estilo colonial, bem simples. Uma capela típica de fazenda, o que ela, pela proximidade com a…

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Os papagaios voltaram

[Crônica de 6 de abril de 2000] Faz pouco tempo Maria Antonieta – uma ouvinte e não a rainha da França – me escreveu, contando das pipas, que em outros tempos aqui em São Paulo se chamavam papagaio, e que elas voltaram para os céus da cidade, na região da…

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A fábrica de loucos

[Crônica de 11 de outubro de 1999] O trânsito em São Paulo é uma das mais importantes fábricas de criar  loucos do mundo. Aqui o limite é absoluta falta de limites. Tudo que alguém imagina que é impossível acontecer,  acontece, na cara de todo mundo, sem ninguém ficar espantado, ou…

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Pastel de queijo

[Crônica de 27 de fevereiro de 2003] Do alto de seus 471 anos São Paulo já fez muita coisa boa e muita coisa ruim. É o preço que as cidades pagam por serem cidades, corpos vivos e dinâmicos que se espalham ou se encolhem, ao sabor de sua capacidade de…

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Os relógios da cidade

[Crônica de 15 de julho de 1999] São Paulo é uma cidade que vive com pressa. Quem sabe por isso tenha o número de relógios que tem e que ninguém presta atenção, ou se lembra ao menos que existem. Quantas vezes você já parou para pensar que em todos os…

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Máquina de fazer loucos

[Crônica de 27 de julho de 2006] O mundo moderno chegou num tal ponto de dependência que ninguém mais vive sem computador e telefone celular. Apesar de infernais, de só funcionarem quando querem – como os bancos que só oferecem dinheiro para quem não precisa – os computadores e telefones…

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