Qual a cor do futuro?
Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso deveria estar preocupada. Os extremos que as temperaturas têm atingidos não são saudáveis para o ser humano. Aliás, não são saudáveis para milhares de formas de vida que povoam a Terra e que sentem diariamente os estragos brutais causados pelo calor e pelo frio excessivo.
Os termômetros oscilam de menos 40 a mais 50 graus Célsius com a indiferença de quem não tem nada com isso, só estão aí para cumprir tabela e mostrar o que devem mostrar, que é a temperatura do planeta. O resto não é problema deles.
Para os termômetros pode ser indiferente, mas para milhões de recifes de corais não é. Estão branqueando e afetando todo o ecossistema que gira ao seu redor.
É verdade, a culpa não é dos corais e eles não podem fazer muita coisa para acertar os ponteiros e recolocar ordem na Terra. Isso compete aos seres humanos, mas a imensa maioria de nós ou não entende ou não acredita que estamos na antessala do inferno – falta um empurrãozinho para descermos a ladeira, mas não é com eles.
Enquanto tiver futebol, cerveja gelada, carnaval, mulher e homem pelados, a festa vai seguir no seu ritmo, até quando for tarde demais, mas aí, será tarde demais.
Acorde, a coisa tá feia e não tem saída, a não ser que a gente construa as pontes para mudar o quadro, em pouco tempo não teremos aonde ir.
Frio demais mata, calor demais também. Entre secos e molhados, quem paga a conta somos nós. Para o planeta ter mais ou menos água tanto faz. Onde pega é que para o ser humano não tanto faz.
Ainda dá tempo de reverter o resultado, mas para isso é preciso pegar o touro pelos chifres e não largar. De outro jeito, quem vai morrer é você.
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