Pressione enter para ver os resultados ou esc para cancelar.

A natureza sacode a casca

 

De tempos em tempos o planeta dá uns espirros mais ou menos fortes. Terremotos, tsunamis e vulcões entram em ação e causam danos mais ou menos sérios em regiões mais ou menos habitadas.

Nos últimos anos temos vivido a experiência desafiadora das mudanças climáticas, integralmente inseridas nos movimentos do planeta, e que invariavelmente nos atingem e causam danos.

Tem quem diga que é Deus mostrando que quem manda é ele, meio que na linha da Torre de Babel e seu impacto no desenvolvimento humano.

Leia também: Um meio ambiente mais puro ressurge

Há os que digam que é tudo coisa do demo e que estamos condenados porque ele ganhou a batalha final, destruindo arcanjos e anjos, pela falta de apoio do ser humano às hostes do Senhor.

As explicações são quase infinitas e dependem da posição sócio política de quem as externa. Uma das mais em moda é que o ser humano é responsável por tudo, porque criou o efeito estufa.

A natureza também tem suas manias e de tempos em tempos entra em cena para por ordem no planeta, criando ou destruindo, conforme o momento e seu ponto de vista, que nem sempre é o nosso.

Leia também: O silêncio que grita

É assim que pestes, pragas, secas, inundações, guerras e outras catástrofes naturais ou fabricadas nos atingem, por ação ou omissão, sem que tenhamos como fugir porque também somos filhos da natureza e estamos no seu caminho, apesar de às vezes, nos esquecermos disto.

Em certos momentos nos achamos deuses. Não somos. E para nos lembrar disso a natureza exerce seu poder moderador, invariavelmente cobrando a conta em vidas humanas. A pandemia do coronavírus é um desses movimentos. Vai continuar até a hora que tiver que acabar e tudo que podemos fazer é tentar minimizar seus estragos.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.