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Eleição é coisa séria

Dizia o Dr. Ulisses Guimarães que feio em eleição é perder, todo o resto pode. Mas bem mais feio é perder a noção das coisas, baixar muito o nível e, mesmo assim, perder.

A verdade vale para eleição de síndico, de conselho de administração de diretoria de time de futebol ou Mesa Administrativa de Santa Casa.

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Até a eleição, volta e meia se vê coisas feias sendo feitas por uma minoria que leva a ponderação do Dr. Ulisses às últimas consequências.

Tanto faz, passada a eleição é bola pra frente. É assim que o mundo anda. Quando se imagina que não tem mais jeito, que o mal venceu, os eleitores dão uma lição de bom senso, moderação e maturidade e hipotecam total apoio aos que querem fazer – e estão fazendo bem feito, faz tempo.

O Brasil acaba de ser palco de uma grande eleição, que escolheu mais de cinco mil prefeitos para governarem as cidades pelos próximos quatro anos.

As eleições municipais acabaram, o segundo turno consolidou e validou o voto da população, para colocar nas prefeituras os escolhidos pelo povo.

Em São Paulo, a escolha foi a que tinha que ser feita. Bruno Covas era a melhor opção. Se não for por nada, pelo seu comportamento na pandemia.

O dado novo, impensável até essa eleição, foi o fenômeno Boulos. Guilherme Boulos, até agora um líder radical, fez que amansou e cresceu naturalmente, no vácuo do desmoronamento do PT.

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O PT vai ladeira abaixo, na velocidade da inclinação da montanha. O desserviço prestado pelo grande líder Lula desmontou um dos principais partidos do país.

Se o PSOL aguenta ser estrela ninguém sabe, mas Guilherme Boulos com certeza ganhou seu espaço na cena brasileira.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.