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Um dado apavorante

 

As eleições correram no rumo certo, com os candidatos escolhidos democraticamente, sem qualquer vislumbre de fraude ou procedimento indecoroso contra a democracia.

No dia 15 passado, os brasileiros deram mais uma demonstração de que somos um povo democrata, acreditamos nos valores da Constituição e queremos um país mais justo e mais igual.

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Os resultados das urnas falam por si. Tanto os ex-donos do poder, como o atual foram em grande parte rejeitados pelo eleitorado. Não deram pra saída e isso é muito bom porque mostra que o Brasil não quer extemos, nem de um lado, nem de outro, até porque os extremos, tanto faz o lado, são muito parecidos e não acrescentam nada de bom.

A diferença entre Hitler e Stalin é que Stalin matou mais soviéticos do que Hitler matou alemães, ou quase, porque, se considerarmos os mortos na segunda guerra mundial, a conta fica parelha. São mais de vinte milhões de pessoas cada um.

Nós não queremos isso, não queremos o Trump, não querermos trumpistas, nem demagogos, demiurgos ou populistas.

O Brasil quer paz e tranquilidade para sair do buraco, recomeçar com o mínimo de danos e tentar reduzir as desigualdades que ficaram ainda maiores por causa da pandemia.

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É aí que aparece um número apavorante. Um número que tem diversas explicações, nenhuma encorajadora.

A soma dos votos em branco com os votos nulos e as abstenções, em São Paulo, atingiu perto de cinquenta por cento do eleitorado.

Quer dizer, os candidatos mais votados não tiveram a taxa de aprovação que aparece no resultado das urnas, mas apenas a metade. Quando isso acontece tem algo errado. Nós temos que descobrir o que é.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.