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Está melhorando?

 

Os feriados prolongados com certeza reduzirão o número de internações e de mortes causadas pela covid19. De uma forma ou de outra, os feriados conseguiram diminuir o número de pessoas nas ruas, em baladas, em praias e bares e isso terá impacto na taxa de transmissão da doença. E no número de mortes também. Os três mil por dia devem cair, mas a pandemia não acabou.

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É importante notar que o percentual de pessoas que respeitaram integralmente a ideia de ficar em casa é mais baixo do que os números do isolamento social no ano passado.

Vale lembrar os congestionamentos causados pelas barreiras sanitárias na entrada das cidades do litoral. As pessoas viajaram como se estivessem de férias. Não caiu a ficha de que os feriados eram para fazer o maior número possível ficar em casa e não ir para as praias, felizes da vida, jogar frescobol na beira do mar. Ou pior, ouvir funk ou música neo-sertaneja em equipamentos de som capazes de aguentar show do Deep Purple.

O mais espantoso foi a Polícia Rodoviária Federal mandar suspenderem as barreiras sanitárias porque os congestionamentos estavam muito grandes. Deveriam ficar maiores para fazer a turma desistir, por causa do calor, parados dentro dos carros.

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Também é verdade, estamos vacinando mais pessoas por dia. Já chegamos a mais de 800 mil e isso é muito bom. Pode ficar melhor? Pode. Segundo os especialistas, o Brasil tem condições de vacinar mais de um milhão de pessoas por dia. É só ter vacina. E é aí que a porca torce o rabo.

Entre secos e molhados, nove em cada dez vacinas são do Instituo Butantan, as outras são da Fiocruz. Quer dizer, o que o governo diz que comprou não chega. Então, fique esperto, use máscara, não caia na gandaia, tome canja de galinha e tenha cautela. Esta doença mata.

 

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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.