Sonho, esperança e ilusão
Um arco-íris cortará o céu anunciando o fim da pandemia. Ao mesmo tempo, a natureza se cobrirá de verde e flores e frutos se espalharão pela terra, anunciando o fim da carestia.
As águas dos rios milagrosamente se despoluirão, o ar voltará a ser transparente e a nuvem negra que cobre os horizontes das grandes cidades se diluirá na atmosfera revigorada e pura.
Os horizontes, às seis horas da tarde, serão profundos e o por do sol terá tons mágicos que nos falarão da beleza da vida e da alegria de viver.
Os mares processarão todo o lixo que os contamina, os oceanos banharão as praias com tons de verde e azul, que contrastarão com a cor do céu e farão as caminhadas à beira mar serem o encontro do corpo com a alma, num processo natural de autoconhecimento capaz de interromper toda a maldade, a violência, a inveja e a mesquinharia.
Depois da pandemia, o bom selvagem será a essência de cada ser humano. Adão e Eva redescobrirão o paraíso e o leite e o mel escorrerão de fontes estrategicamente localizadas para aplacar a fome e a sede do mundo.
Depois da pandemia não haverá guerras, perseguições ou injustiças, o mundo será um e bom, sem preconceitos, sem intolerâncias, sem ódios ou razões para querer mal ao próximo.
Não haverá político corrupto, nem negacionismos, nem outras formas de estupidez e boçalidade que inviabilizam a felicidade.
Todo dia será dia de festa, todo momento será hora de estender a mão, cada instante será um aprendizado sobre o bem.
A paz será geral e as marcas dos ódios e das perseguições ficarão expostas nos museus, para nos lembrar como éramos antes da pandemia.
Pena que o despertador tocou e eu acordei.
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