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Hibiscos, goiabas e jacas

Durante muitos anos os hibiscos estiveram presentes em milhares de jardins paulistanos. Eram quase onipresentes. Arbustos da moda, plantados nos lados dos muros, enfeitavam as casas com suas flores vermelhas. 

Mas as modas passam e a moda dos hibiscos passou. Atualmente, são poucas as casas com hibiscos e menos ainda as praças. Os hibiscos perderam seu lugar de destaque, perderam a vez e a maioria dos moradores da cidade não tem ideia de que arbusto é aquele, que dá flores vermelhas, meio que esquecido em alguma praça de bairro mais antigo, onde foi plantado quando era a planta da vez.

Um dos últimos grandes espaços que tem canteiros com hibiscos é a Cidade Universitária. No imenso espaço da USP ainda é possível ver renques de hibiscos, o que mostra mais ou menos a idade da área onde estão plantados. São espaços da década de 1960, quando o grosso da Cidade Universitária estava sendo construído para abrigar a melhor Universidade da América do Sul.

Mas isso não quer dizer que todos os espaços mantiveram os hibiscos, nem que na origem todos eles fossem decorados com hibiscos. Quer dizer que atualmente ainda sobram renques desses arbustos, que com suas flores vermelhas ainda enfeitam essas áreas.

Mas, além dos hibiscos, a USP tem outra especialidade. Ao longo de sua área, existem dezenas de goiabeiras e agora começa a época das goiabas amadurecerem. E elas estão fazendo isto. Tanto as brancas como as vermelhas estão entrando no ponto, prontas para serem colhidas e comidas, ali mesmo, no percurso da corrida ou caminhada.

Pra quem quer mais, a USP tem mais. A USP tem jaqueiras, que também estão carregadas, com os enormes frutos pendurados no tronco e nos galhos, como que desafiando as goiabeiras para saber a mais gostosa.

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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2017/2020), atual Irmão Mesário da Irmandade, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.