A viagem à Lua na lua cheia
A primeira vez que o homem pousou na lua, em 1969, o administrador da fazenda de Louveira perguntou para meu tio Paulo Mendonça por que os americanos não tinham viajado para a Lua na lua cheia. Maior, ficava mais fácil de acertar. Na visão dele, não tinha sido inteligente. Menor, era mais difícil, eles poderiam erar o alvo e não pousar na lua.
56 anos depois, parece que os americanos aprenderam a lição, o projeto Artemis foi lançado na lua cheia.
Não tenho a pretensão de que eles ouviram o que foi dito em Louveira, no dia seguinte ao pouso da Apolo 11. Seria muita empáfia imaginar que a CIA ou outra agência norte-americana tivesse investigado uma conversa num terreiro de café, perdido no interior de São Paulo, e passado as informações para a NASA.
O fato é que a pergunta do administrador da fazenda foi respondida 56 anos depois, na volta do homem à Lua. É verdade, eles não vão pousar como aconteceu em 1969, mas chegar lá tendo a lua cheia como marco pode ser uma ajuda importante.
Um marco capaz de facilitar as duas próximas viagens, sendo que na segunda, eles devem pousar e dar início a um projeto mais ambicioso, tornar a Lua o trampolim para voos interestrelares mais distantes, como a viagem tripulada a Marte.
Brincadeira a parte, a volta do ser humano ao espaço é um feito fantástico. Ver o foguete subindo foi de arrepiar. É o lado bom do ser humano se contrapondo as barbaridades e sandices que norteiam a política e a geopolítica dos dias de hoje.
Contra a sandice, a estupidez, a falta de caráter e a falta de honestidade, um foguete rasga o espaço e nos engrandece.
Faz bem se sentir maior e melhor.
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