Cadê a CET?
Os congestionamentos deixaram de ser congestionamentos para se transformarem em longas jornadas rumo ao inferno. O purgatório é o momento em que o nó é mais leve, quando se leva apenas uma hora para andar poucos quilômetros.
Não tem o que fazer, é por aí, mas se está ruim a tendência é ficar pior. O número de automóveis que entram nas ruas da cidade é muito maior do que a capacidade da cidade abrir novas ruas. Esse é o drama em sua visão macro. Mas tem coisas que poderiam ser feitas, mas não são. Ações pontuais, pequenos atos, dentro do contexto geral, que poderiam melhorar ainda que poucos minutos a tragédia nossa de cada viagem.
Por exemplo, poderíamos andar mais de metrô. Eu até tentei e confesso que é muito melhor do que enfrentar as filas intermináveis, quase que permanentemente. O problema é a saída. As duas últimas vezes que voltei de metrô não fui assaltado próximo da estação do Butantã porque tive sorte e, além disso, conheço as quebradas do bairro.
Outra possibilidade são os taxis que podem circular nas faixas de ônibus e isso faz uma enorme diferença em qualquer viagem pela cidade.
Mas aqui cabe uma pergunta. Cadê a CET? Cadê essa pérola que desde que foi criada nunca fez nada mais inteligente pelo trânsito da cidade?
Os semáforos estão desregulados, sem sincronização, e isso complica mais o que já é complicado pelo número de carros nas ruas. De vez enquanto você vê alguém mexendo na caixa dos semáforos, mas normalmente, fica o dito pelo não dito e você fica parado vendo o semáforo da frente abrir quando o seu fecha e fechar quando o seu abre.
Finalmente, cadê aquelas joias, tão elegantes, os marronzinhos que deveriam fiscalizar o trânsito? Ninguém sabe, ninguém viu.