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A volta do cinema drive-in

Uma oportunidade para reviver essa experiência e uma novidade para os jovens

A pandemia tem feito ressurgir coisas que para muitos de nós ficou no passado e que a geração mais nova não vivenciou. Exemplo disso é a volta do cinema drive-in, uma invenção americana, que fez sucesso no Brasil nos anos de 1970 e 1980. Programa para casais e para toda a família, a diversão era garantida e com direito a pipoca. Agora, apreciar um bom filme dentro do carro ganhou uma modernidade: pedidos podem ser feitos pela internet. E essa nova onda está se espalhando pelas cidades brasileiras, inclusive em São Paulo.

Um dos primeiros lugares a promover o cine drive-in em São Paulo foi o Centro de Tradições Nordestinas (CTN) em parceria com a Centerplex Cinemas. Outra iniciativa pode ser vista no Memorial da América Latina, que fez uma parceria com o cinema Petra Belas Artes. Ambos seguem as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir a segurança dos espectadores, com um distanciamento maior entre os veículos.

Para quem frequentou cinema drive-in, esta é uma boa pedida para reviver essa experiência cinematográfica. Para os jovens é uma novidade, poder conhecer esse conceito que se tornou um ícone da cultura americana da década de 1950 a meados dos anos 1960, criado por Richard Hollingshead para agradar a sua mãe que não se sentia à vontade nas poltronas de cinema.

O primeiro deles foi inaugurado em 1933, na cidade de Camden, em Nova Jérsei. Na década seguinte, Hollingshead patenteou a sua criação que logo se espalhou pelos Estados Unidos e ganhou notoriedade em vários filmes produzidos em Hollywood. Já naquela época, a possibilidade de sintonizar o som do filme com os auto falantes do carro pelo rádio contribuiu mais ainda para a sua popularização. Sucesso no Brasil nos anos de 1970 e 1980, o cine drive-in estava extinto e agora ele ressurgiu com a pandemia.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.