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Um assunto que não pode deixar de ser discutido

Número de suicídios no Brasil é alto e tem que deixar de ser um tabu

A campanha brasileira de prevenção ao suicídio, Setembro Amarelo, teve início em 2015 e pelo calendário da Organização Mundial de Saúde (OMS), hoje é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Globalmente, cerca de 800 mil casos são registrados anualmente e no Brasil, somente em 2018, conforme o último levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, foram 13.463 mortes por suicídio, ou 37 casos por dia, um número muito elevado.

Para muitas pessoas é inconcebível a ideia de que alguém possa tirar a sua própria vida. Para alguns é uma covardia, para outros, um ato de coragem. Seja o que for, isso é uma realidade que afeta principalmente os jovens e alguns motivos podem explicar essa atitude, ente eles, a depressão, bipolaridade, o abuso de álcool e drogas e quadros de esquizofrenia.

Fato é que quem comete o suicídio não apenas tira a sua própria vida, como também destrói os seus familiares e amigos pela culpa que sentem por não terem evitado. Quem passou por isso, sabe muito bem o que eu estou falando. Mas não há culpa e nem culpado, já que muitas vezes o ato é impulsivo em um momento de desespero.

O que a sociedade precisa é parar de tratar o tema como tabu e passar a vê-lo como um problema de saúde mental. Não há uma fórmula certa que mostre a intenção da pessoa em cometer o suicídio, mas alguns sinais de alerta podem evidenciá-lo, como a falta de esperança, a preocupação com a própria morte, o isolamento, mudanças de condutas e ideias verbalizadas sobre suicídio.

E um apoio emocional, simplesmente escutando o que a pessoa tem a dizer, pode reverter essa intenção, a exemplo do trabalho que é feito pelo CVV, Centro de Valorização da Vida, que recebe de todo o país cerca de 300 mil ligações por mês, uma média de 10 mil ligações por dia. Apenas para citar um, entre tanto outros que fazem esse trabalho de prevenção.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.