O Brasil que dá certo
[Crônica de 5 de junho de 2002]
Eu acabo de chegar de uma viagem mágica pelo interior do Brasil. Voei, em três dias, mais ou menos 12 mil quilômetros, passando por São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas.
A viagem foi coordenada pelo brigadeiro Bellon, comandante do quarto Comando Aéreo Regional, e levou 35 pessoas, num avião ERJ 135 da Embraer, conhecer o Projeto Sivam, que entra em operação no final de julho.
Saindo de Congonhas, voamos até São José dos Campos, para conhecer a Embraer. É uma experiência impressionante, coisa de primeiro mundo e que faz qualquer pessoa fica orgulhosa.
De lá levantamos voo para Sinop, no norte do Mato Grosso. É um voo de mais de duas horas, sobre um jardim impressionante. Ao longo de todo o percurso as áreas não cultivadas são muito pequenas.
Sinop é um município com menos de 25 anos e já é um dos maiores produtores de arroz, algodão e soja do país. Além disso, é um dos pontos de radar primário do projeto Sivam.
De lá, voamos para Cachimbo, perdida no meio do nada e hoje uma base de treinamento com tiro real da FAB. No passado, era lá que ficava o buraco onde o Brasil explodiria sua bomba atômica. Lá eu vi um pôr do sol de sonho, tendo como contraponto uma lua cheia deslumbrante, nascendo do outro lado do céu.
Aí chegamos em Porto Velho, onde dormimos, para no dia seguinte conhecer o centro do Sivam naquela cidade e depois voarmos para Manaus, para conhecer o Sivam na capital do Amazonas.
Finalmente, voamos de volta, parando em Brasília, para visitar o Cindacta I e chegar em São Paulo no começo da noite.
Quem faz essa viagem descobre duas coisas: que o Brasil é um país é rico e que quem atrapalha são os políticos, porque o povo trabalha, desenvolve tecnologia, tem produção, mas é estupidamente sugado por uma carga tributária infernal, que serve pra muito pouco.
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