O ar nosso de cada dia

O pão nosso de cada dia está mais ou menos garantido, pelo menos até agora. Como o futuro ninguém sabe e tem louco de sobra mandando no planeta, o futuro, vamos deixar para lá. É melhor ficar com o garantido, ou quase, no caso, o pão nosso de cada dia….

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O assaltado foi a vítima

[Crônica de 16 de fevereiro de 2001] Meu amigo, como boa parte de quem mora em apartamento, mora em apartamento por medo de assalto, uma mania que os paulistanos têm, mas que vão descobrindo que não resolve. Como ele costuma fazer, naquele fim de semana ele também foi para seu…

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A certeza é o passado?

Alguém mais inteligente já falou que no Brasil até o passado é incerto. É uma afirmação corajosa, até porque aqueles que querem mudar o passado são poderosos e não gostam de ser desmascarados. Coisas da vida, que no Brasil adquirem uma conotação de heresia, que pode terminar com o indigitado…

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Uma aeronave a cada pouco mais de minuto

O aeroporto de Congonhas é uma máquina de fazer loucos. Dizem os administradores que nos próximos anos o quadro deve se agravar mais, quer dizer será uma máquina de multiplicar loucos. Com as obras de expansão em andamento, não há razão para não acreditar que eles falam a verdade, ou…

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Amor às árvores

[Crônica de 8 de agosto de 2003] Desde pequeno, na fazenda da família, eu sempre gostei de árvores. Aliás, não era só na fazenda, mas também no Guarujá e no jardim da casa dos meus pais, onde tinha um ipê amarelo no qual nós subíamos com maior  tranquilidade, e de…

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A florada dos hibiscos

[Crônica de 18 de maio de  2001] Quando eu era mais moço, a cidade de São Paulo tinha uma quantidade enorme de hibiscos plantados ao longo dos muros das casas, nas praças e nos cemitérios. Com o passar dos anos, os hibiscos foram saindo de moda, substituídos por outras plantas…

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Passeios e passeios

[Crônica de 2 de maio de 2003] Os guerreiros chineses desembarcaram em São Paulo para tomar os corpos e as mentes da população, fazendo do Ibirapuera um lugar de romaria obrigatória para uma boa parte da cidade. Os guerreiros de Xi’an, no passado, tiveram missão mais nobre, e em vez…

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Querer ou não querer

Ser ou não ser, a grande dúvida do príncipe, nos dias de hoje pode ser reescrita como querer ou não querer, eis a questão. Ser ou não ser tanto faz, querer, não, é diferente. A gente quer, a gente faz. “Comigo ou sem migo, nós acabemo fondo”. “Nós quer greve,…

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Paralelos

[Crônica de 6 de maio de 2001] Teu corpo sabe a terra molhada e plantas amassadas ao longo de uma campina num meio-dia de outono. Tem a suavidade das flores do campo quebrando o ácido da terra adubada pelo gado pastando calmo sob o azul profundo do céu de maio….

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Um garçom chamado Maurício

Eu não costumo dar nome aos locais onde as histórias da crônica acontecem. A crônica não existe para fazer propaganda de ninguém, então, é raro eu fazer isso. Não é o caso da crônica hoje. A crônica de hoje entra de cabeça nos restaurantes e bares da Rua Ferreira de…

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