Amanhã é ano novo

Amanhã será 2026. Poderia ser 6576, ou 24, tanto faz, é só uma convenção baseada no marco inicial da contagem do tempo. Tempo, algo que nós criamos, mas que existe independentemente do que nós achamos. Por que é assim? Desde a mais remota antiguidade o tempo é medido pelo movimento…

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Os flamboyants

[Crônica de 20 de dezembro de 2013] A natureza completa mais um ciclo. O solstício está aí, escondido pelo Natal, mas o mundo vegetal sabe que ele vem e se prepara para recebê-lo, como os antigos habitantes da Inglaterra o faziam mais de 3 mil anos antes de Cristo. Stonehenge…

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Dia de sol

[Crônica de 25 de dezembro de 2009] As chuvas vão caindo com a insistência dos aríetes romanos derrubando muralhas. Batem, batem, batem, até deixar o coração apertado, o chão encharcado e as ruas cheias, feitas em novos rios descobrindo seus leitos. Nada de novo debaixo do sol. É assim desde…

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O veneno amigo

[Crônica de 15 de março de 1998] No imenso rol dos venenos que matam e causam sofrimento, um número muito maior do que a gente pensa serve também para salvar vidas. Começando pelo veneno das cobras, que é utilizado na fabricação do soro antiofídico, que salva  milhares de pessoas picadas…

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Meu universo é você

[Crônica de 14 de maio de 1999] Eu te vejo e sei que és um universo: tão vasto e tão misterioso; tão inacessível e tão impenetrável; tão fascinante e tão belo quanto o universo que nos rodeia e de onde vem a luz e a vida, e para onde vão…

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Sabiás, ora os sabiás

Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá. As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá. Ora direi ouvir sabiás. E eles entendem e capricham, soltam o canto, forte, sem medo, por todos os cantos de São Paulo. Não sei se é impressão, ou se tem verdade científica, mas…

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O mundo é belo

[Crônica de 14 de março de 2014] Quem disser que não, nunca viu, nem pela televisão. A verdade é que o mundo é belo. Vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo, diria o poeta que é uma rima, não uma solução. Mais vasta toda a imensidão. Tem vulcão, tem terremoto,…

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Orografia

[Crônica de 3 de agosto de 2001] Firmes, as duas montanhas se erguem paralelas, lado a lado, desafiando o céu, no final da campina que suavemente sobe em direção às suas bases. Cônicas, como vulcões adormecidos que, com certeza, um dia voltarão a explodir o magma da vida, elas, do…

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Na cidade é mais fácil

[Crônica de 17 de dezembro de 2001] Que a vida urbana tem vantagens capazes de tirar o homem do campo do campo, ninguém discute. Não há discussão possível contra números e desde o começo do século passado que o mundo assiste à migração constante do camponês para a cidade, com…

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Água mole em pedra dura

O mar é paciente, suas ondas vão e vem, vem e vão, monótonas, incessantes, em ritmos diferentes, por horas, dias, anos, quase que eternamente, batendo no mesmo lugar, na mesma praia, na mesma pedra, como se sua missão fosse mudar o desenho da costa, refazer as praias, redesenhar as rochas…

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