Carnaval é o inesperado da vida
Carnaval, quatro dias, que agora são quase dois meses, dedicados à diversão, se dar bem, rir, dançar, pular e se divertir atrás de trios elétricos ou de bandas, em salões, ruas e avenidas, porque a praça é do povo como o céu é do avião.
Folia de reis, príncipes, princesas, dráculas de patins, anjinhas com chifres vermelhos e o mais que a criatividade jogar na nossa frente, desde que seja para a felicidade de todos e a alegria da nação.
João Roncador de Aleixo Peirópolis saiu de casa convencido de que era o melhor do mundo, que com ele ninguém podia e na sua fantasia de homem aranha seria o sucesso da avenida, capaz de bombar na internet como artista de cinema ou cantor de funk depois do dia seguinte.
Camomila Joaquina Segunda da Quarta, saiu de casa convencida de que era a rainha do mundo, na sua fantasia de melindrosa brilhando, subindo e descendo, ao longo da longa avenida.
No meio do caminho, Camomila viu João, que viu Camomila e os dois, no mesmo instante, descobriram que a felicidade pode começar num momento inesperado, que acontece sem aviso prévio, antes do coração bater de novo e os olhos piscarem a areia que tapa o brilho do próximo como se o próximo estivesse distante.
Se encontraram, se reconheceram, se aproximaram, deram as mãos, pularam três vezes, deram duas meias-voltas e se abraçaram como antigos amantes que não se viam desde anteontem.
Daí em diante, foi sonho. Nuvem, sol a pino, lua cheia, chuva para refrescar o calor e a possibilidade de todas as promessas nas mãos dadas cantando atrás do trio elétrico.
João e Camomila, Camomila e João, a vida é completamente no encontro que reescreveu a felicidade nos olhos dos dois.
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