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Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande

 

O Brasil é um dos países com maior número de fortes e fortalezas do mundo. Isso dá bem a medida da importância da defesa da terra, desde seu descobrimento a meados do século 20.

Entre estas fortificações, a fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, ou Fortaleza da Barra, na ilha de Santo Amaro, ou Guarujá, quase em frente da balsa de Santos, é o mais importante complexo arquitetônico militar colonial do Estado de São Paulo e está em vias de ser eleito pela Unesco Patrimônio da Humanidade.

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Quem olha para Santos e vê as defesas portuguesas se admira com a competência com que foram desenhadas e implantadas, a partir do século 16. Na entrada da barra de Santos foi construída a Fortaleza de
Santo Amaro e o fortim do Góis; na barra da Bertioga foram erguidos os fortes de São João, do lado da Bertioga, e São Felipe, no Guarujá. E no meio, no porto, foram erguidos o forte de Nossa Senhora do Monte Serrat e a fortaleza Vera Cruz do Itapema.

Ao longo do século, a linha de fortificações defendeu o porto e a cidade de Santos, impedindo mais de um ataque de índios, espanhóis e piratas.

O que pouca gente sabe é que muito da pedraria utilizada na construção dessas fortificações é portuguesa. As pedras usadas nas muralhas vinham de Portugal, como lastro dos navios que cruzavam o Atlântico. Aqui as pedras eram descarregadas e os navios recebiam as cargas de pau brasil, açúcar e outras para serem transportadas na viagem de volta para a Europa.

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As pedras já vinham cortadas e preparadas, não sendo necessário o trabalho de cinzelá-las para serem usadas nos muros, o que facilitava e tornava mais rápida a construção das fortificações e mantinha o padrão militar português, dando homogeneidade aos fortes da colônia.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

 

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.