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O problema é a rede cair

 

Trabalhar em casa, home office, pode ser ótimo. Resolve problemas de saúde pública, impede o coronavírus de se espalhar, impede que o que não pode atrasar atrase, etc.

É um upgrade que veio para ficar. A maioria das empresas brasileiras não tinha ideia que dava para ser assim. Seus colaboradores iam diariamente aos escritórios e era lá que descarregavam sua dose de oito horas de trabalho.

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Burro treinado para andar na mesma trilha leva tempo para aprender outro caminho ou outro passada. O hábito centenário de trabalhar em escritório está profundamente arraigado na nossa memória. Assim, é quase regra as pessoas trabalharem em escritórios, que, por isso mesmo, capricham na apresentação, tentam ser o mais amigável possível para os colaboradores se sentirem bem e darem o máximo.

A regra vale para as Américas, Europa, Ásia e Oceania. Em todos os continentes a maioria das pessoas trabalha em escritórios. Se é bom ou é ruim não vem ao caso. Ou não vinha.

Com a pandemia e a mudança radical das regras impostas por ela, nem tudo será, de novo, como era antes. E, entre as mudanças, trabalhar em casa pode ser um ponto sem volta, algo que veio para ficar. Afinal, é mais barato, mais simples, a empresa não necessita um escritório inteiro para colocar seus funcionários durante as horas de trabalho.

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Além disso, trabalhando em casa, cada um poderá fazer seu horário mais ou menos flexível e combinar com as demais necessidades da vida de uma forma mais harmônica e amigável.

Mas, como tudo, home office tem dois lados. E o lado ruim é quando o servidor do escritório cai e você fica completamente desarmado, sem poder fazer nada, exceto xingar. E o duro é que não adianta. Não tem o que fazer, a não ser rezar para o problema ser simples e o técnico consertar rápido.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.