Patriotismo é isso
Ninguém discute, o comportamento do presidente argentino no lançamento da candidatura de Bolsonaro Júnior foi no mínimo uma baixaria. Sua Exa. se portou mal, atacando o presidente do Brasil e um ministro do Supremo Tribunal Federal em território nacional, durante a festa de lançamento de um candidato a presidente.
Sem entrar no mérito se ele tinha ou não o direito de fazer o que fez, como vingança pelo que Lula fez durante a sua campanha eleitoral, em 2023, o ataque da forma como foi feito, foi pensado para dar o máximo de manchete para o presidente argentino, que atravessa um período de maré baixa na opinião pública de seu país.
Se foi isso mesmo, o tiro foi um sucesso. Ninguém falou em Bolsonaro Júnior, nem na sua campanha, depois da fala do presidente argentino. A bola ficou com o portenho, assim como o campo, os gols e o time que ele veio apoiar.
Precisava fazer? Depende do ponto de vista – no dele – que era recuperar a imagem e o espaço perdido, sim, precisava, tanto que foi feito com cuidados especiais para acertar o maior número possível de baixarias nos dois alvos escolhidos por ele.
Em nome do bom senso, afinal estamos falando de dois importantes parceiros comerciais, a diplomacia brasileira endureceu, mas sem perder a ternura. Até o gringo continuar a insistir no tema e seguir malcriado. Aí a solução foi retirar o embaixador de Buenos Aires.
Mas quem reagiu com a dignidade necessária para recolocar tudo nos eixos foi a Fundação Cacique Cobra Coral, especializada em assuntos atmosféricos e climáticos, que diz que ajuda a Argentina desde a guerra das Malvinas.
Em protesto, a ajuda está suspensa, até a Argentina pedir desculpas.
___
Siga meu podcast no Spotify para ouvir as Crônicas da Cidade diariamente:
https://bit.ly/spotify_cronicasdacidade