Lendas brasileiras

Quando eu era menino, na fazenda de Louveira, um dos melhores programas era caçar. Tanto fazia se no Matão, no Matinho do Motor, nos eucaliptais, bom, bom mesmo, era entrar no mato na boca da noite e ficar até umas dez horas pitando cigarro de palha, sentado perto do carreiro,…

Continuar lendo

Invasores de túmulos

Não é invenção de moda, é realidade. Uma amiga me contou que telefonaram da administração do cemitério onde está o túmulo de sua família para lhe informar que o túmulo havia sido invadido. Isso mesmo! O túmulo havia sido invadido, mas não por defunto, nem fantasmas. O túmulo foi invadido…

Continuar lendo

Livraria Cultura no corner

A notícia não poderia ser mais triste: a Livraria Cultura pediu recuperação judicial. A Livraria Cultura é um ícone nacional. Suas lojas estão entre as mais belas do mundo, suas prateleiras guardam o melhor da literatura e dos livros, a atmosfera da loja do Conjunto Nacional tem algo de mágico,…

Continuar lendo

Cavalos e cavalgadas

Tupã, Sanhaço, Fio de Ouro, Valete, Penacho, Gilbertão, Sete Dedos, Zorro, Gastúrias, Rita, Rancheira, Bordado, Corsário e Nativo. São alguns dos cavalos da época de minha infância e juventude na fazenda de Louveira. Havia outros, mas elenca-los não muda o sentido da crônica que não é mostrar o tamanho da…

Continuar lendo

Cadê os pardais?

Meu pai não gostava deles. Dizia que por causa dos pardais os tico-ticos tinham desaparecido de São Paulo. Os pardais são pássaros vindos da Europa, não são nativos, por isso não têm inimigos naturais, ou não tinham, quando chegaram. O resultado foi se estabelecerem no bem bom da vida brasileira…

Continuar lendo

Pastel é assunto sério

Meu tio Lula dizia que se o céu existe – o que ele tinha algumas dúvidas – então o néctar é chope e a ambrosia é pizza. Há muita verdade na afirmação. Não tem muita coisa melhor de se comer do que uma pizza bem-feita. Da mesma forma que não…

Continuar lendo

São Paulo ultrapassou a ultrapassagem

As grandes cidades giram 24 horas por dia, num ritmo incessante que as faz confundir dia e noite e quando menos se espera as coisas acontecem de outro jeito, porque a cidade funciona de outro jeito e aí não há o que fazer. O congestionamento em que você está parado…

Continuar lendo

O tapete inesperado

Eu e a Clotilde saímos de casa para dar nossa caminhada na Cidade Universitária. Entramos na USP e seguimos pela avenida que contorna a raia olímpica, o novo lar das capivaras, que se multiplicam em velocidade impressionante, sem inimigos naturais para controlar a população. Como minha sugestão de soltar duas…

Continuar lendo

Briga de foice no escuro

Tem quem ache que a vida das plantas é fácil, que é florir, esperar todo mundo dizer OH! e tocar em frente, sem outra preocupação que gerar os frutos e espalhar as sementes para garantir uma improvável reprodução. Não, não é assim que as coisas giram. É mais complexo e…

Continuar lendo

O final da obra

O incêndio do Museu Nacional é o topo da obra prima que foi deliberadamente montada no Brasil e que, ao longo dos últimos governos, destruiu o país sem dó nem piedade, especialmente dos mais pobres. Diz a lenda que durante a Segunda Guerra Mundial alguém perguntou a Winston Churchill por…

Continuar lendo