Tereza vale a pena
Tem muitas formas de se fazer o bem, auxiliar quem precisa, acertar as contas com Deus. Tem quem vai à missa e bata no peito, ostentando sua humildade. Quem mostre o tamanho da esmola, quem conta como é generosos e ajuda o próximo quando a torcida está próxima. Tem de tudo e todo jeito, para o bem e para o mal, até para tungar meia dúzia de cestas básicas para vender mais tarde, na lojinha no fundo da periferia.
O mundo é assim. Fazer o bem pode ser um bom negócio, capaz de empregar muita gente. Mas não os que precisam, os que são vulneráveis, não, estes servem para embelezar o quadro e mostrar como é importante o trabalho que está sendo feito.
Mas tem gente que faz de verdade. Faz porque sabe que tem que fazer, que não tem como ficar de fora num país onde as desigualdades e falta de oportunidade são a marca registrada.
Tem realidades invisíveis, zonas de dor e sofrimento que ninguém pensa que existem, mas que estão aí e cobram seu preço.
Você já pensou na realidade carcerária do país? Você já tentou imaginar como é uma prisão? A começar pelo cheiro? Isso mesmo. Cheiro de gente convivendo com gente, em situações nem sempre perto do ideal.
Você sabia que a realidade da mulher presa é muito pior do que a do homem? Que invariavelmente ela não tem sabonete, nem absorvente higiênico? Que ela raramente recebe visitas?
Foi para trabalhar este universo que o Instituto Humanitas 360 criou a TEREZA, um negócio social que oferece à mulher presa ou egressa do sistema prisional capacitação profissional e renda. A TEREZA cria, em suas oficinas espalhadas pela periferia e nas cooperativas incubadas pelo Humanitas 360, produtos diferenciados e maravilhosos para dar a essa população trabalho e uma chance de dar certo na vida.
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