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Dez motivos para privatizar

Não é difícil elencar cem motivos para justificar a privatização de tudo o que for privatizável no Brasil. Mas me parece que dez são suficientes para mostrar que o melhor caminho para os brasileiros é a privatização de tudo o que não tiver obrigatoriamente que ficar nas mãos do governo.

O primeiro e mais importante é que a coisa pública no Brasil é entendida pelos políticos como coisa privada e serve para enriquecer os nababos e ladrões de plantão, do governo e da oposição.

É só ver a indignação dos políticos com a eventualidade de se criar regras sérias para a seleção dos vice-presidentes da Caixa para não se ter dúvida de que o que eles querem é meter a mão no caixa do banco.

A segunda razão é o estrago que fizeram na Petrobrás. Não precisa ser gênio para se ter certeza de que, numa empresa privada, isso não aconteceria.

A terceira razão é o estrago feito nos fundos de pensão das empresas estatais em geral depois que o PT aparelhou as respectivas diretorias, colocando em cargos-chave gente que nunca viu mais do que a verba que recebia quando era líder sindical.

A quarta razão é a quantidade de funcionários que estas empresas têm, boa parte deles não fazendo nada, além de receber todo mês.

A quinta é a incompetência crassa que corre solta na maioria das diretorias de empresas que foram competentes e estão sendo sucateadas em nome do apadrinhamento ou do conchavo político.

Do sexto ao nono vale lembrar a festa paga pelo país por conta de privilégios indecentes dados a poucos milhares de brasileiros que custam bilhões de reais aos bolsos de milhões de brasileiros.

O décimo é a recente greve do Metrô de São Paulo. Enquanto a turma estatal parava, a linha privada cumpria sua missão, sem nenhum atraso.


Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.