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O Detran não é tudo isso

 

Diz a lenda que o Detran sofreu uma profunda reestruturação e, por isso, se transformou num órgão tão eficiente quanto os Poupatempo’s.

Segundo um amigo que precisou ir até lá, é só lenda. O Detran é uma vergonha, onde os funcionários não fazem a menor questão de atender bem o público, mesmo sendo o público quem paga seus salários.

Ele teve a habilitação suspensa porque atingiu a soma mágica de 22 pontos – dois a mais do que o limite legal, não porque tenha realmente atingido, mas porque quem deveria cuidar do lançamento das multas nas habilitações dos proprietários de veículos está pouco se lixando e não faz a transferência para o motorista indicado no formulário.

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Eu sei que as duas situações são verdade porque já passei pela experiência, exatamente como ele, quando multas que não eram minhas foram jogadas na minha habilitação, independentemente do motorista infrator estar devidamente indicado no formulário.

Só que a experiência dele foi pior. Primeiro foi induzido a erro e acabou num Detran perto do fim da cidade, que não só não recebeu sua habilitação, como o mandou reagendar para fazer a entrega no Detran central.

Ele agendou e, no dia e hora, chegou quinze minutos antes, como o Detran pedia. Só que ele chegou e não foi atendido no seu horário. Pelo contrário ficou mais de uma hora esperando.

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Quando ele reclamou, a supervisora da funcionária que o atendia informou que o agendamento não era para o cidadão, mas para o Detran saber quantas pessoas iria atender no dia.

Ao ouvir isso, ele deixou a amabilidade de lado, externou sua indignação e saiu da sala fechando a porta com energia. Você acha que as funcionárias se incomodaram? Não tomaram conhecimento. Pelo menos para essas duas, o cidadão é menos do que nada. O resto é balela.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.