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Os caminhões da Prefeitura

 

Os caminhões da Prefeitura estão interessados em ajudar a CET a recuperar a imagem abalada pela CET de Uberaba. É nítido o esforço que eles estão fazendo, estacionando nos lugares mais improváveis das ruas, no claro afã de auxiliar a CET, complicando o trânsito em locais onde o trânsito não tem como complicar, a não ser que receba uma ajuda tão importante como um caminhão da Prefeitura estacionado.

Não há uma padronização que permita dizer “é tal ou tal órgão que está na parada” para a CET recuperar a autoestima perdida.

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Há como que uma conspiração generalizada, como se um comando comum e espontâneo nascesse nas garagens municipais e circulasse pelas cantinas, convocando os motoristas e seus auxiliares a subirem em seus caminhões e saírem pela cidade escolhendo o melhor lugar para estacionar, com ou sem placa de proibido, interrompendo pelo menos uma faixa, afunilando a rua e formando um congestionamento desnecessário, que não aconteceria se o caminhão não estivesse parado exatamente naquele local.

Diz a lenda que pode mais quem chora menos. Como os caminhões da Prefeitura não são multados, exatamente por serem da Prefeitura, eles abusam descaradamente, na tentativa desesperada de colocar a CET paulistana no páreo, desafiando a incompetência da CET de Uberaba com mais alguns quilômetros de engarrafamentos inúteis.

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Se não for isso, é o caso do Secretário encarregado dos caminhões da Prefeitura tomar enérgicas providências e determinar que os caminhões não podem parar onde querem, quando querem, sem ter o que fazer ou fazendo algo que poderia ser feito em hora de menor movimento.

É bom não esquecer que o efeito férias ainda está presente e que daqui para frente o trânsito piora naturalmente, sem precisar da ajuda dos caminhões da Prefeitura.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.