Pressione enter para ver os resultados ou esc para cancelar.

Mais CET

 

Eu fiquei um bom tempo sem falar da CET e, quem sabe por isso, agora estou sendo castigado, tendo que voltar ao tema que daria um interessante livro de crônicas, que eu até quis publicar, mas o poeta Paulo Bomfim me disse que não valia a pena.

Numa quinta-feira de manhã, indo para a Rádio Eldorado, tive o privilégio de ficar 25 minutos me arrastando para cruzar a Praça Luiz Carlos Mesquita, em direção da Marginal e do prédio do Estadão.

O Viaduto Antártica não foi feito para ter tanta honra, tanta responsabilidade, ou ser tão xingado como é.

Leia também: A CET não tem jeito

Não é culpa dele. Apenas um viaduto como tantos outros viadutos espalhados por tantas cidades ao redor do mundo, ele se transformou, não por vontade própria, num dos gargalos que atrapalham São Paulo e infernizam os motoristas.

Não tem nada de novo debaixo do sol, como não tem nada de inédito na pista exclusiva de ônibus, pintada no Viaduto Pacaembu, e que também complica o trânsito por obra, arte e graça da mais incompetente empresa pública brasileira, título que ela ostenta pelo menos desde que Paulo Maluf era prefeito.

A CET não tem jeito. É por isso que eu proponho, já tem alguns anos, a sua extinção. Se ela não dá conta de resolver os problemas do trânsito paulistano, então não tem razão para ela existir e custar o que custa.

Leia também: São Paulo aos domingos

Não tem razão para nós, que pagamos impostos, custearmos uma organização que piora o que já é ruim, em detrimento da população e pouco se lixando para o cidadão que ela deveria atender.

Vinte e cinco minutos em cima de um viaduto, porque a CET não consegue sincronizar ou redefinir o tempo de um semáforo de pedestres, é mais que um absurdo, mais do que incompetência. É a soma disso com má vontade, descaso e soberba. Então, por que ter a CET?

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.