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Nossa Senhora Aparecida da Vila Beatriz

Depois da igreja de Nossa Senhora Aparecida de Moema, descobri a igreja de Nossa Senhora Aparecida do Ipiranga. E, como se não bastasse, acabo de descobrir que uma igreja muito simpática, no alto da Vila Beatriz, que já foi assunto de uma crônica porque era uma igreja típica de bairro, cinza e sem nome, também é igreja de Nossa Senhora Aparecida, agora da Vila Beatriz.

Por fora é uma igreja humilde, cinza e sem graça, no alto de uma pequena elevação, numa rua estreita que liga a Arquiteto Jaime Fonseca Rodrigues com os fundos da Vila Beatriz.

Por dentro a conversa muda. A igreja cresce, dá lugar a um templo espaçoso, claro e moderno, com bancos bonitos, e com linhas limpas, que favorecem o encontro com Deus, porque a concentração não se perde em imagens e obras de arte que distraem o fiel na sua busca do divino.

É um contraste curioso, ressaltado pelas duas escadas por onde se sobe para a igreja, estreitas e sem charme, que jogam o indivíduo dentro de um templo que ele não espera.

A igreja de Nossa Senhora Aparecida de Vila Beatriz tem fama de ser uma igreja que funciona, que tem um padre competente no seu comando, e que por isso presta serviços os mais importantes para a comunidade que ela atende.

Dizem os que a conheceram antes que no passado não era assim. Que ela foi mudando de cara na medida em que o padre meteu a mão na massa, disposto a dar para a pequena igreja de bairro uma dimensão física e social que antes dele ela não tinha.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.