Verde que eu te quero verde

A primavera chegou. É verdade que o clima parece que ainda não sabe disso, mas no calendário a primavera chegou. E chegou no verde novo e intenso que recobre a cidade, ou as partes arborizadas de São Paulo. São Paulo tem regiões imensas praticamente sem arborização. Muitas vezes o máximo…

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A chegada dos ipês-rosa

  Os ipês-rosa são os últimos a entrar em cena. Isso pode ser um complicador para eles. Eles não disputam apenas com os outros ipês. Nessa briga entram manacás, azaleias, patas de vaca, sibipirunas, tipuanas e jacarandás-mimosos, o que faz com que se destacar fique muito mais difícil. Leia também: Os…

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Os jacarandás querem espaço

  A Amazônia queima, o Pantanal queima, as serras paulistas queimam, Minas Gerais queima, o fogo se espalha pelo país de forma poucas vezes vista nos últimos cinquenta anos. Quanto desses incêndios são criminosos? Quantos estão queimando porque é assim mesmo? De tempos em tempos, a própria natureza provoca os…

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A Cidade Universitária na primavera

Ainda que meio desmerecida, a Cidade Universitária na primavera atinge seu ponto alto, o momento bonito em que a antiga fazenda, transformada em campus, recobra as cores da natureza para enfeitar seu parque nem sempre limpo, mas ainda assim impressionante. Espalhada pelos muitos alqueires roubados da antiga fazenda do Butantã,…

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O troco das jabuticabeiras

  As jabuticabeiras são espertas, malandras criadas nas matas. Por isso entendem da vida muito mais do que imaginamos. É evidente que elas não se conformaram com o golpe baixo das pitangueiras, que entraram em cena na vez delas. Cada um é cada um e não tem pandemia, nem meia…

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Os pássaros sem vergonha

Não há dúvida nenhuma, os pássaros que moram em São Paulo são muito sem vergonhas. É ver a tranquilidade com que voam e pousam nos lugares mais inusitados, sem medo nenhum de qualquer um de nós, para se ter certeza disso. Seja uma rolinha, seja um bem-te-vi, ou um sabiá…

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A vez das sibipirunas

  É interessante, mas não se fala muito sobre elas. E, no entanto, estão aí, firmes e fortes, floridas, com suas flores miúdas amarelas. São árvores imponentes, que crescem bastante e estão espalhadas pela cidade, plantadas principalmente nas calçadas dos bairros residenciais. Seu verde claro se destaca na paisagem e,…

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Os ipês amarelos

  Os ipês amarelos são disciplinados. Esperaram as últimas flores dos ipês brancos cobrirem de neve as calçadas para entrarem com tudo, substituindo o branco dos natais nórdicos pelo amarelo dos Eldorados arrancados das lendas pela saga dos bandeirantes. Lagoa Dourada, Paraopeva, Martírios, Serra de Prata, Sabarabuçu, Goiás e as…

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O ipê da Santa Casa

  As bruxas não existem, mas que tem, tem. Os espanhóis sabem disso, como sabem que certos dias quentes são espelhos refletindo o calor do Cão, subindo das fornalhas do inferno. Gnomos, duendes e outros seres encantados dividem o espaço com o Saci e a Mula Sem Cabeça, enquanto a…

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O Ibirapuera visto de cima

O Parque do Ibirapuera visto de cima parece uma aquarela quebrando a monotonia da paisagem. É delicado, leve, ameno, amigo e belo. E cria uma mancha de alegria no coração da cidade, dando para o cinza de outras regiões a esperança de um bolsão verde, que curiosamente, nem sempre tem…

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