Arquivo de tags para "Natureza"
Dois lados da mesma chuva
[Crônica do dia 30 de novembro de 2007] As chuvas de verão estão chegando. As primeiras tempestades já caíram e não deixam dúvida que, como acontece todos os anos, este ano São Paulo, mais uma vez, vai inundar. A aleatoriedade é só uma questão de onde, no resto, é risco…
A espatódea da rua Atlântica
[Crônica do dia 15 de janeiro de 2003] Quando eu era menino, uma vez, na fazenda, durante uma visita ilustre, um meu tio disse para o convidado francês, fascinado com a árvore florida, que o nome da espatódea era “mijá-mijá”. Mija-mija era o nome que nós dávamos à árvore por…
A árvore branca
[Crônica do dia 29 de julho de 1999] O Brasil é um país onde, de acordo com a tradição, neva pouco e mesmo assim, só em regiões muito especiais, localizadas bem ao sul do Trópico de Capricórnio. Dentro desse desenho, São Paulo, por enquanto ainda não viu neve, pelo menos…
A estupidez custa caro
O Brasil não precisa desmatar a Amazônia. As razões são as mais variadas, mas algumas merecem destaque. A primeira é que não precisa. Nós temos terras agriculturáveis de sobra. Basta resgatar as pastagens deterioradas e dobramos a capacidade de produção de alimentos. A segunda é que o desmatamento interessa economicamente…
Os pernilongos se divertem
[Crônica do dia 10 de fevereiro de 1997] No mundo inteiro, ou pelo menos no chamado mundo desenvolvido, os mosquitos aparecem no verão. E aparecem como manda o figurino, em locais tão inesperados como o apartamento de hóspedes de uma grande seguradora, em Hannover, onde eu passei várias noites brigando…
Um crime no cemitério
[Crônica do dia 4 de agosto de 2000] O cemitério da Consolação, perto dos cemitérios que foram sendo criados com o desenvolvimento da cidade, é um cemitério pequeno e aconchegante, com túmulos feitos por alguns dos grandes artistas brasileiros e outros vindos de fora, com esculturas de todos os tipos…
Os flamboyants não têm nada com isso
Os flamboyants floriram ou estão florindo, nada de novo debaixo do sol. É assim que as coisas acontecem na natureza, cada um tem sua época e seu tempo. É bom porque cria referenciais. Fica fácil saber o que é o quê, quando aconteceu e quanto tempo durou. Foi na florada…
De repente as ameixas
As jabuticabas passaram, as amoras passaram, as pitangas ainda não chegaram… Você pensa que fiquei sem frutas no pé? Engano seu. A natureza é pródiga e a estação é farta. Tem fruta de todo o tipo amadurecendo por aí. As jabuticabas se foram, as amoras se foram. Os sabiás fizeram…
Amoras, ora, as amoras
As amoras são rápidas. Como este ano está tudo confuso, decidiram se apressar para saírem na frente das pitangas. Tradicionalmente, elas e as pitangas chegam na mesma época. As amoras um pouco na frente, mas elas se cruzam e nós podemos comer as duas frutas no mesmo dia. Este ano…
Sabiás e política
Os sabiás não sabem nada de política. O negócio dos sabiás é soltar o pio e cantar de dia e de noite, com propostas diferentes, mas cantando. Dizem os especialistas que eles também não querem saber nada sobre política, mas aqui é importante uma vírgula antes de seguir em frente….